Restrições e auxílio emergencial: uma análise de bem-estar com agentes heterogêneos

Authors

  • Pedro Avelino de Sousa Martins
  • Ricardo A. de Castro Pereira
  • José Weligton Félix Gomes

DOI:

https://doi.org/10.55905/oelv22n4-120

Keywords:

COVID-19, Lockdown, Auxílio Emergencial, Modelo DSGE, Bem-Estar

Abstract

A sociedade e a economia mundial enfrentaram desafios significativos decorrentes da pandemia de COVID-19, incumbindo-as de preservar não apenas a saúde dos cidadãos, mas também a vitalidade dos empreendimentos. O impacto na economia tornou-se evidente, seja pela elevada taxa de contaminação que afetou diretamente as pessoas e sobrecarregou o sistema de saúde, demandando investimentos substanciais, ou pelos custos das medidas restritivas, desacelerando o comércio e exigindo apoio financeiro direto aos indivíduos, como o auxílio emergencial no Brasil para os mais vulneráveis. Este estudo investiga como o Auxílio Emergencial (AE) e a valorização das medidas restritivas influenciaram o bem-estar dos consumidores. Ao utilizar um modelo DSGE com consumidores heterogêneos, incorporou-se o lockdown como uma redução compulsória no tempo disponível, agora alocado para consumo, lazer e cuidados preventivos. Apesar da resposta negativa da economia ao choque, observou-se que o bem-estar dos agentes é mais sensível à percepção das medidas restritivas do que ao montante de transferências recebidas.

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Published

2024-04-17

How to Cite

Martins, P. A. de S., Pereira, R. A. de C., & Gomes, J. W. F. (2024). Restrições e auxílio emergencial: uma análise de bem-estar com agentes heterogêneos . OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, 22(4), e4216. https://doi.org/10.55905/oelv22n4-120

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