Estimativa da concentração de carbono em uma área preservada da Caatinga

Authors

  • Iara Bezerra da Silva
  • Virgínia de Fátima Bezerra Nogueira
  • Daniel Sousa Rocha
  • Lisiane Linhares Santos
  • Alex Pereira de Sousa
  • Filipe Tawã Gomes
  • José Diogenes Alves Pereira
  • Naedna Medeiros dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.55905/oelv21n11-173

Keywords:

mudanças climáticas, dióxido de carbono, modelo C-02

Abstract

As mudanças climáticas antropogênicas têm se tornado uma das maiores dificuldades enfrentadas pela humanidade, tendo como consequências os eventos extremos, como por exemplo períodos de seca ou de chuvas intensas, levando a prejuízos econômicos e sociais. Resultado do aumento das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE’s), como é o caso do dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e o ozônio (O3), que contribuem para o aquecimento global. Dentre estes GEE’s, o dióxido de carbono é um dos mais emitidos por várias atividades humanas, sabe-se que os solos, oceanos e florestas preservadas, por armazenarem grandes quantidades de CO2, são conhecidos como depósitos de carbono. O bioma Caatinga foi bastante degradado para fins agropastoris ou agricultura de subsistência, se configurando um ambiente que talvez esteja agindo mais como fonte de GEE’s do que como sumidouro. É de suma importância provar a eficiência dessa vegetação no sequestro de carbono. No presente trabalho objetivou-se avaliar a concentração de carbono em uma área preservada da Caatinga e em uma área desmatada, para analisar a contribuição da vegetação da Caatinga no armazenamento (ou sequestro) do carbono, dentro do campus do CCTA/UFCG – Pombal/PB, no período de novembro de 2019 a março de 2020. Foi utilizado um instrumento portátil de leitura direta, através de um sensor infravermelho não dispersivo, de modelo C-02, para medição das concentrações de dióxido de carbono, temperatura do ar e umidade relativa do ar, nos horários de 9h e 14h, semanalmente. Foi possível observar a contribuição da vegetação, apresentando, na área preservada, maiores valores de CO2 em quase todos os dias, em função da capacidade que a vegetação tem em sequestrar carbono.

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Published

2023-11-24

How to Cite

da Silva, I. B., Nogueira, V. de F. B., Rocha, D. S., Santos, L. L., de Sousa, A. P., Gomes, F. T., Pereira, J. D. A., & dos Santos, N. M. (2023). Estimativa da concentração de carbono em uma área preservada da Caatinga. OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, 21(11), 21778–21795. https://doi.org/10.55905/oelv21n11-173

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