Manejo farmacológico de pacientes em cuidados paliativos em uma unidade de tratamento oncológico

Authors

  • Thayron Ranyere Brilhante Porto
  • Melissa Marra Cesário Giacomin
  • Laila Cristina Nunes da Silva
  • Jorge Luis Nunes Fernandes
  • Diego de Sousa Silva
  • Gabriel Borba Rodrigues da Silva
  • Thallyson Ruan Brilhante Porto
  • Julliana Varella Pereira Pinto

DOI:

https://doi.org/10.55905/oelv21n11-193

Keywords:

cuidados paliativos, manejo farmacológico, oncológico

Abstract

Os cuidados paliativos ainda sofrem grande resistência devido à dificuldade de entendimento de familiares, pacientes e dos profissionais da área da saúde a respeito do conceito, indicações, manejo de sintomas e do seu benefício. Dentro dos cuidados paliativos, está o alivio dos sintomas físicos, para isso, a Organização Mundial da Saúde anualmente produz uma lista modelo de medicamentos essenciais, que apresenta as necessidades mínimas de medicamentos para um sistema de saúde, abrangendo fármacos sintomáticos para pacientes em cuidados paliativos. Foram coletados os dados, de acordo com o Instrumento Padronizado de Coleta de Dados – Modificado pelo autor, nos prontuários selecionados para a pesquisa. Posteriormente, foram analisados os dados coletados e realizado geração de gráficos, sendo correlacionados com a 22º lista modelo de medicamentos essenciais da OMS e outras referências. Foram registradas 447 queixas dos cinco sintomas estudados. Os pacientes queixaram de dor 237 vezes (53,02%); de dispneia, 68 vezes (15,22%); de vômito, 63 vezes (14,09%); de náuseas, 47 vezes (10,51%); e, de constipação intestinal, 32 vezes (7,16%). O resultado de cada sintoma foi dividido em três grupos. O grupo A representa os pacientes que receberam tratamento medicamentoso para seu sintoma conforme a 22ª lista de medicamentos essenciais da OMS. No grupo B, estão pacientes que receberam tratamento para sua queixa, mas com medicamentos que não estão listados pela OMS. O grupo C, representa aqueles que não receberam medicamentos direcionados para o sintoma. Dos pacientes com sintoma de dor, 87 (36,71%) se condizem com a grupo A, 145 (61,18%), no grupo B e 5 (2,11%) no grupo C. Das queixas de dispneia, 28 (41,18%) condizem com a grupo A, 25 (36,76%) com o grupo B e 15 (22,06%) com a grupo C. Referindo de vômitos, no grupo A, 51(80,95%), no grupo B, 10 (15,87%), no grupo C, 2 (3,17%). Com náuseas 40 (85,11%) se enquadraram no grupo A, 5 (10,64%) no grupo B demonstra e 2 (4,26%) no grupo C. Relatando constipação, 12 (37,50%) se enquadram no grupo A, 10 (31,25%) no grupo B e 10 (31,25%) no grupo C. Diante dos dados coletados durante a pesquisa, é possível perceber que nem sempre os pacientes oncológicos, em cuidados paliativos, têm seus sintomas manejados da forma mais adequada ou, se quer, receberam tratamento para sua queixa.

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Published

2023-11-28

How to Cite

Porto, T. R. B., Giacomin, M. M. C., da Silva , L. C. N., Fernandes , J. L. N., Silva, D. de S., da Silva, G. B. R., Porto, T. R. B., & Pinto , J. V. P. (2023). Manejo farmacológico de pacientes em cuidados paliativos em uma unidade de tratamento oncológico. OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, 21(11), 22167–22189. https://doi.org/10.55905/oelv21n11-193

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